quinta-feira, 3 de abril de 2008

Passe Livre Já!

É ilusão pensar que passar no vestibular vai garantir a sua formação profissional. O que garante a formação é uma política séria de Assistência Estudantil.
Defendemos a luta pelo Passe Livre Estudantil como garantia de permanência do estudante na Universidade, um prolongamento da política de assistência estudantil que varia da moradia, alimentação e recursos financeiros ao TRANSPORTE.
Além de Cuiabá, que já possui o direito desde 2001, e do estado do Rio de Janeiro, desde 1999, leis do passe livre eclodem por todo o país, principalmente nos estados do Maranhão, Mato Grosso, Espírito Santo e em cidades do interior de São Paulo.
A conquista do Passe Livre só será possível através da participação maciça dos estudantes lutando por seu direito na rua! Contra o monopólio do SETURN! Contra as Empresas de carteiras Estudantis! Contra o descaso da STTU e por um transporte urbano e intermunicipal gratuito e de qualidade!
É válido lembrar também da mão única das rotas de circular que entre outras pendências do transporte universitário prejudica diariamente vários estudantes, principalmente aqueles que têm destino nas ultimas paradas da rota do circular, por isso lutamos por rotas inversas que façam com que todos os estudantes da UFRN se sintam

Cultura

A arte e a cultura sempre estiveram presentes na efervescência da vida universitária. Atualmente, existem poucos espaços que estimulam e propiciam a produção cultural dos estudantes na UFRN. O que temos é um ciclo mercantil que só valoriza a cultura de venda e não dá espaço à cultura popular.
Acreditamos que o Movimento Estudantil deve articular essas possibilidades, não apenas no debate ideológico da cultura, mas também nos espaços concretos de sua produção. Por isso, a chapa “Ousar Lutar. Ousar Vencer!” propõe um Festival Cultural, que tenha mostras convidadas, oficinas e que valorize, principalmente, a produção dos próprios estudantes (fotografia, bandas, escultura, malabares, teatro), além de oficinas artísticas e mesas de diálogo permanentes.
Devemos valorizar a cultura regional e da comunidade, trazê-la para dentro do campus, envolver os estudantes nesse processo e dar novos ares à Universidade.

Extensão Popular

A extensão é um espaço revolucionário na formatação da Universidade brasileira. É também a expressão mais significativa da universidade que defendemos. Só uma educação superior alicerçada sobre a Extensão pode, de fato, ser popular. É ela que pode fazer da Universidade uma caixa de ressonância da sociedade, um espaço de interlocução entre o conhecimento cientifico e o conhecimento popular, mesclando-os, como desejamos.
A chapa “Ousar Lutar. Ousar Vencer!” compreende que a Universidade é um elemento estratégico na superação dos abismos sociais do nosso País. Para que a Universidade assuma esse papel é necessário conhecer as demandas populares e orientar seu conhecimento a partir delas. O elo dessa relação entre Universidade e Povo é um modelo específico de Extensão que devemos construir: a Extensão Popular, articulada com o Ensino e com a Pesquisa e comprometida com a emancipação do nosso povo e a trans-formação da sociedade.

Mobilização, estudante na Luta!

A chapa “Ousar Lutar. Ousar Vencer!” reconhece os avanços conquistados pela atual gestão do DCE, como a retomada dos CEB's e as Carteiras de Estudantes que estão sendo feitas e entregues na hora. A nossa principal crítica, construtiva, no entanto, se refere à mobilização dos estudantes.
A prova disso foram CEBs sem participação efetiva; o CONEUF/2007, que é o maior fórum de deliberação dos Estudantes da UFRN, foi tão esvaziado que a diretoria do DCE sequer ousou em aprovar as suas deliberações; o CONUNE que é o maior fórum Estudantil em âmbito nacional, lamentavelmente, não contou com a presença da UFRN, a única Universidade Federal do Brasil a não enviar seus representantes para o Congresso da União Nacional dos Estudantes, no ano passado em Brasília. Fatos que demonstram que a mobilização estudantil não foi prioridade para a atual gestão do DCE/UFRN.
Acreditamos que o maior DCE do Rio Grande do Norte não pode restringir sua militância a processos burocráticos, como no exigido na emissão de carteiras de estudante.
Queremos fazer do DCE/UFRN uma instituição que combata o monopólio do SETURN; que mobilize o estudante na luta pelo passe livre; que paute as discussões do REUNI; que realize e mobilize assembléias gerais, democratizando as decisões; um DCE que esteja articulado junto aos movimentos sociais, um DCE de luta!
Temos a compreensão de que a luta do DCE vai além das demandas de cada curso da Universidade. Acreditamos na mobilização articulada com o Movimento Estudantil de outras Universidades, com o Movimento secundarista. Podendo alcançar, enfim, um movimento de massa e realmente combativo.
O fortalecimento da rede do Movimento Estudantil, que passa pela sua própria organização e mobilização, no que se refere a assembléias gerais, conselhos de representantes de turma, CA's, DCE, Federações de Curso, UNE, na avaliação da Chapa “Ousar Lutar. Ousar Vencer!” , representa o maior desafio para o movimento estudantil brasileiro.

Por que queremos fazer parte do DCE?

Porque somos anormais! Porque não vamos nos acostumar.

O movimento estudantil está muito adaptado a normalidade. Muito chato, muito burocrático, muito centralizado. Egoísta, imediatista, competitivo. Uns só querem debater o neoliberalismo, outros só debatem a luz queimada. Tem gente que só quer ganhar as eleições e tem gente que só quer reclamar.

Nós queremos ligar o problema da luz à política neoliberal de corte de investimentos na educação. Nós queremos participar das entidades para colaborar com o movimento estudantil e trazer mais gente pra fazer isso com a gente!

A transformação da realidade só é possível e desejável se for feita em conjunto. Por isso, movimento estudantil para nós tem que ser de massa, tem que envolver a diversidade, tem que ser leve, aberto, combativo. Tem que conquistar na vida real, no dia-a-dia de dificuldades e ter um norte político claro, uma posição na sociedade.

A nossa posição é clara, lutamos pela universidade pública e de qualidade que prime pelo tripé ensino, pesquisa e extensão. Lutamos por um DCE desburocratizado, que envolva e mobilize o estudante. Estamos do lado dos excluídos, das mulheres guerreiras, do povo trabalhador. Nós caminhamos com os movimentos sociais, somos contra a guerra e o capitalismo, não gostamos da mídia que manipula e muito menos dos padrões de beleza e comportamento que ela nos impõe. Nós gostamos mesmo é dos negros e dos brancos, dos gays e dos héteros, dos homens e das mulheres, dos poetas e dos gagos, da lucidez e da loucura. Nós gostamos do diferente, da riqueza do diferente, da contradição do diferente, dos questionamentos do diferente.

Se você é Diferente.... Ousemos!

Chapa 2 – Ousar Lutar. Ousar Vencer!